quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tempos de Paz

Era mais uma tarde de Julho, o vento frio batia forte contra as árvores ao redor da pequena casa no alto da colina, estava eu sentado na varanda brincando com minha filha Luzia, enquanto na cozinha minha amada já preparava o jantar. Já fazem dois anos que todos esses acontecimentos tristes se passaram, mas as lembranças ainda mim fazem sofrer, agora estou aqui sentindo o gosto de sangue amargo misturado com terra, esperando o momento final. Três da tarde a guerra agora é mais que uma realidade, o medo de que minha cidade possa ruir mim deixa cada dia mais triste, a noite agora não consigo mais ter um sono tranqüilo.

 
Fazem seis dias que entrei nesse mundo de tristezas e agora que o Sol pra mim se apagou.Continuo aqui esperando o momento final, desde que o frio do metal foi sentido por meu corpo, meu sangue manchado aos poucos minhas roupas, enquanto um sorriso poderia ser visto no rosto de meu grande inimigo,  sorri ao perceber que dele também era possível ver seu sangue manchando o chão, antes que a morte tomasse conta de meu corpo, ainda pude agradecer ao meu inimigo pela honra de o ter como oponente.

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