O povoado tinha poucas casas, todas de
uma simplicidade singular, quando cheguei havia poucas casas iluminadas,
todas já fechadas com excessão de uma espécie de 'bodega', que ainda
havia uma das portas semi-abertas, entrei de mansinho, feito um gatuno,
sabia que estava fazendo algo de errado, mas o frio já estava por demais
me congelando...
Quando fechei a porta, olhando para trás
pude notar que só havia uma mulher limpando balcão, que ao me olhar não
pode conter um sentimento ao mesmo tempo de medo e curiosidade, ao
perceber minhas roupas um bocado diferentes das que estava acostumada a ver todos os dias por aquelas bandas. Foi aí que percebi que estava ainda a vestir os
trajes que só seriam de uso comum mais de quatro séculos depois daqueles
acontecimentos...
Nossa noite foi cheia de prazer e medo, sem entender entender direito
o que se passava, ela apenas se deixou entregar-se aos prazeres loucos
da carne, sentindo que poderia estar morta no dia seguinte. Do seu corpo
senti o cheiro do desejo de ser possuída, e sem mais delongas, lhe
enlacei em meus braços, sentindo o seu coração bater cada vez mais descompassado enquanto eu penetrava em seus anseios mais secretos...
Depois do êxtase da carne, deitei-me de olhos abertos olhando em direção ao
teto, enquanto sentia em meu peito o doce toque dos seus cabelos macios,
enquanto a via encostar a sua cabeça em meu corpo, e assim passei minha
última noite de tranquilidade em companhia de _____.
Quando o Sol
despontou no horizonte, mais uma vez tudo havia sumido...
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