quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Noite de Desejo

O povoado tinha poucas casas, todas de uma simplicidade singular, quando cheguei havia poucas casas iluminadas, todas já fechadas com excessão de uma espécie de 'bodega', que ainda havia uma das portas semi-abertas, entrei de mansinho, feito um gatuno, sabia que estava fazendo algo de errado, mas o frio já estava por demais me congelando...
 
Quando fechei a porta, olhando para trás pude notar que só havia uma mulher limpando balcão, que ao me olhar não pode conter um sentimento ao mesmo tempo de medo e curiosidade, ao perceber minhas roupas um bocado diferentes das que estava acostumada a ver todos os dias por aquelas bandas. Foi aí que percebi que estava ainda a vestir os trajes que só seriam de uso comum mais de quatro séculos depois daqueles acontecimentos...

Nossa noite foi cheia de prazer e medo, sem entender entender direito o que se passava, ela apenas se deixou entregar-se aos prazeres loucos da carne, sentindo que poderia estar morta no dia seguinte. Do seu corpo senti o cheiro do desejo de ser possuída, e sem mais delongas, lhe enlacei em meus braços, sentindo o seu coração bater cada vez mais descompassado enquanto eu penetrava em seus anseios mais secretos...

Depois do êxtase da carne, deitei-me de olhos abertos olhando em direção ao teto, enquanto sentia em meu peito o doce toque dos seus cabelos macios, enquanto a via encostar a sua cabeça em meu corpo, e assim passei minha última noite de tranquilidade em companhia de _____.

Quando o Sol despontou no horizonte, mais uma vez tudo havia sumido...

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